O poder da indústria audiovisual é um dos destaques da última edição da Brazilian Business, revista da Câmera de Comércio Americana do Rio de Janeiro. De acordo com dados do Ministério da Cultura apresentados pelo artigo de Bianca Gomes, em 2017, a economia criativa representou 2,64% do PIB nacional (e 4% no Rio de Janeiro), figurando como uma das dez maiores atividades econômicas do Brasil e gerando um milhão de empregos diretos.

Segunda a revista, uma das formas de explorar o alto potencial de geração de renda da indústria criativa é posicionar o Brasil ao lado dos maiores produtores do mundo por meio do aproveitamento integral dos recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). “A partir de uma atuação menos burocrática e mais transparente da Ancine, e uma maior participação do investidor privado, a grande meta nos próximos dez anos é colocar o Brasil entre os cinco principais mercados audiovisuais do planeta”, afirma o diretor-presidente do órgão, Christian de Castro.

Além disso, são ressaltadas algumas iniciativas importantes, como a criação de film commissions. “Com o intuito de expandir a indústria audiovisual, vários municípios estão adotando a ferramenta film commission, nomenclatura internacional para um escritório de apoio à produção de conteúdo”, destaca Steve Solot, diretor da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, presidente do Latin American Training Center-LATC e diretor executivo da Rede Brasileira de Film Commissions-REBRAFIC. O estado do Rio de Janeiro é um dos grandes pioneiros nesse quesito. Além da Rio Film Commission, também já existem escritórios em operação ou em fase de desenvolvimento nas cidades de Macaé, Nova Friburgo, Petrópolis, Parati, Barra do Piraí e Niterói.

A cidade de Niterói, aliás, atrai atualmente atenção nacional e internacional. A Secretaria das Culturas de Niterói e a Fundação de Arte de Niterói, em parceria com a Ancine, lançaram em abril deste ano o Edital de Fomento ao Audiovisual. A intenção é tornar Niterói a “Cidade do Audiovisual”. Um investimento de 6 milhões de reais está previsto para a produção de filmes, séries de TV e conteúdo de novas mídias, sendo uma parte dedicada à produção internacional. Também estão na agenda a criação de um Festival Internacional e um novo incentivo fiscal através da redução do ISS. Incentivos que utilizam créditos tributários, como ocorrem em países como Chile, Colômbia, Panamá, República Dominicana e México, atraem grandes produções de cinema e TV estrangeiras. O novo Edital de Fomento do Audiovisual de Niterói poderá ser um importante passo nessa direção, salienta Solot.

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